
Capítulo 10 e 11
POV- Arthur
Quando Lua saiu do meu quarto, pela primeira vez na vida, chorei por uma menina. Eu não aceitaria jamais que ela me visse realmente mal de saúde. Chorei porque sabia que minha vida nunca mais voltaria ao normal.
Jurei a mim mesmo que não me apegaria a mais ninguém, que não permitiria que sentissem pena de mim.
Logo depois de eu secar minhas lágrimas, minha mãe entrou enfurecida no meu quarto.
POV- Lua
A Sra Aguiar, ao me ver no portão, caminho até onde eu estava e veio me questionar.
“Lua, ainda não está na hora de você ir embora, o que está fazendo aqui na rua?”
“Eu pedi demissão Sra Aguiar. Desculpa, mas não tenho como ficar mais.”
“Lua, eu realmente não esperava isso de você. Devo dizer que você foi a minha maior decepção. Achava que havia mais força em você.” Ela disse, depois disso colocou seus óculos BVULGARI e andou até a entrada da mansão.
Fui para casa. Entrei no meu quarto, desliguei o celular, liguei o som no máximo e deitei-me na minha cama.
Eu era muito besta. Estava realmente começando acreditar que o Arthur gostava de mim, que ele tinha algo de “humano” nele, mas a verdade era que ele me via como um verme, eu era apenas a empregada, a acompanhante.
Infelizmente, por mais que ele não ligava para mim, eu me importava com ele. Ficara verdadeiramente triste com a noticia do médico, fiquei com pena, com um medo que eu não teria como ver aquele arrogante novamente.
Os dias foram se passando, e minha curiosidade para saber o que ocorria dentro daquela casa misteriosa crescia cada vez mais. Felizmente, meu cursinho de vestibular estava para começar, e eu provavelmente ocuparia tanto minha cabeça que sequer lembraria da existência do Arthur.
Quando o outono chegou, eu estava andando perto da casa do Arthur quando ouvi um barulho de sirene. Corri desesperada, sentindo uma aflição cada vez maior. Quando cheguei em frente à casa, vi uma ambulância parada, pessoas olhando, um silêncio aterrorizante e a Sra Aguiar com uma aparência muito abatida.
Será que o Arthur havia falecido?
ESCRITO POR AMANDA L
Capítulo 11
POV- Lua
Quando avistei a empregada do Arthur, cuja mesma se tornara minha amiga, perguntei o que estava acontecendo.
“Ah Lua, o menino está tão mal.... Não come, não fala,não tomava os remédios e hoje não acordava. Os pais dele chamaram a ambulância. Vão interná-lo.”
Ao ouvir isso comecei a chorar. Sem opção, fui para casa, mas no dia seguinte retornei para saber noticias.
Comecei a sair do cursinho e sempre passar na casa do Aguiar para saber notícia, até que um dia fui surpreendida.
“Lua, o Arthur tem chamado pelo seu nome várias vezes ao dia.” Contou-me a empregada dele, Rose.
POV- Arthur
Meus pais me internaram. Aquela foi a pior coisa possível. Como eles não conseguiam arranjar uma acompanhante para mim, decidiram que iriam me aprisionar num local.
No hospital, me dopavam, o que era muito chato, pois eu passava o dia dormindo ou com muito sono. Houve vezes que eu tive alucinações.
Uma delas foi que a Lua ia me visitar no hospital, fazia carinho no meu rosto e quando se aproximava de mim, para beijar-me, ela desaparecia.
Minha mãe, as vezes, mandava nossa empregada Rose levar alguns quitutes. Apesar de eu ser grosseiro com ela, eu tinha que confessar que os doces dela eram os melhores.
“A Lua me perguntou sobre você.” Ela disse um dia.
“Ela deve estar aguardando ansiosa meu funeral.” Eu respondi, mesmo sabendo que aquilo não era verdade.
“Arthur.... Ela se preocupa de verdade com você.” Respondeu-me a velha.
Os dias foram se passando, e eu cada dia sonhava mais com a Lua. No dia da minha cirurgia, recebi uma visita que eu não esperava, mas que foi capaz de tirar lágrimas do meu olho.
Capítulo 12 e 13
POV- Arthur
Os dias foram se passando, e eu cada dia sonhava mais com a Lua. No dia da minha cirurgia, recebi uma visita que eu não esperava, mas que foi capaz de tirar lágrimas do meu olho.
Na poltrona de couro do enorme quarto branco do hospital sentou-se meu pai.
“PAI?!” Falei surpreso.
Ele não falou nada. Pensei que estava tendo mais uma alucinação, mas quando o homem de meia idade levantou-se e andou até a beira da cama, tive certeza que estava acordado.
“Oi Arthur.” Ele falou, após um tempo.
Não trocamos palavras, apenas alguns olhares, que, para mim, significaram o mundo. Naquele dia, fiz minha cirurgia, doparam-me fortemente.
Houve um momento que eu acordei, ainda tonto por causa da anestesia. Ao abrir meus olhos, vi um vulto loiro, cujo formato eu jamais me equivocaria, era a Lua, que visitava-me naquele dia.
“Arthur, volta a dormir.” Ela falou, passando a mão no meu rosto e beijando-me levemente na bochecha.
Adormeci ao receber aquele gesto. Quando acordei, dessa vez completamente lúcido, chamei a enfermeira.
“Alguém esteve no meu quarto enquanto eu dormia?” Perguntei, fazendo o maior esforço para falar possível.
“Desculpa Sr Aguiar, ninguém estivera aqui.” Ela respondeu.
“E meu pai?” Perguntei.
“Voltou ao trabalho.” Ela disse. “Volte a dormir, você ainda está muito fraco.” Acrescentou a robusta enfermeira.
Virei minha cabeça, para que ela não visse minha cara de infelicidade. Tive que concluir que a Lua que visitara-me fora mais uma alucinação. Ao fazer isso vi algo que me fez sorrir.
Capítulo 13
POV- Lua
Decidi visitar o Arthur num dia que eu sabia que o hospital estaria vazio. Com a ajuda da Rose, empregada dele, entrei sem ser vista.
Quando fui no quarto dele, não pude evitar observá-lo. Como eu conseguira me apaixonar por um canalha como ele? Eu sabia que no fundo daquele garoto arrogante, vivia um menino carinhoso.
Eu havia posto uma caixa de chocolate, cuja marca era a mesma que nós sempre dividíamos na casa dele, quando vi que ele acordara.
“Arthur, volta a dormir.” Pedi. Caminhei até a cama dele, passei a mão em seu rosto, que estava mais magro que o normal, beijei-o a face e sai.
Depois daquele dia, Rose contou-me que o pai dele fora visitá-lo, que ao acordar ele perguntou se alguém o visitara e que ficara numa felicidade imensa ao ver os chocolates que eu deixara de presente.
Sempre que eu vi a Rose nós conversávamos. Um dia ela me perguntou sobre a faculdade, e eu respondi:
“Ah Rose, não consegui passar na federal e a particular, que eu passei, não tenho dinheiro para pagar.”
“Lua, que pena. Você tentará novamente?” Perguntou-me.
“Não sei...” Respondi.
Dias depois, recebi uma ligação de uma das melhores particulares do país. A faculdade disse que eu ganhara uma bolsa de estudos. Com isso, mudei-me para a cidade dessa faculdade, determinada a achar o amor da minha vida.
POV- Arthur
Ao meu lado, encontrava-se uma caixa de chocolate, que eu acreditava ter sido enviada pela Lua. Após muitos dias, resolvi perguntar como ela estava para a Rose, essa respondeu-me:
“Ela está bem.” Rose respondeu-me vagamente.
“Já foi para faculdade?” Perguntei, curioso e imaginando se um dia eu iria também.
“Não. Ela não conseguiu passar na federal e a privada ela não tem dinheiro para pagar.” Rose comentou.
POV- Lua ----------------------------------------1 ano depois---------------------------------------------
Eu já estava a um ano na faculdade. Fizera amizades como jamais pensei que teria. Sophia, Mel, Carla, Micael, Chay e vários outros viraram minha nova família.
No primeiro dia dos calouros na faculdade, fizemos um baile de máscaras. Como trote, eles seriam obrigados a pagar a despesa da festa.
Tudo ocorria muito bem, até que um dos valentões da minha turma decidiu implicar com um calouro. O que ele fazia parecia mais um bullying que brincadeira. Todos pareciam achar aquela cena deplorável maravilhosa.
“Pare!” Eu gritava, mas meus gritos e pedidos pareciam ser abafados pela gritaria que excitava a brincadeira.
Por fim, um garoto moreno, de ombros largos, mascarado, trajando um terno muito bonito, interviu.
Meu colega começou a bater nele, mas o menino conseguiu defender-se dando uma surra nele, mas saindo com o nariz sangrando.
“Você está bem?” Perguntei, puxando-o pelo braço.
“Estou.” Ele falou, virando-se.
“Deixe-me ajudá-lo com seu nariz.” Eu disse, puxando-o em direção à enfermaria.
O menino agradeceu. Ao chegarmos à mini enfermaria, percebi que ele não era da minha turma. Após ajudá-lo com o nariz quebrado, notei nos olhos dele.
“Você me parece muito familiar. Nós já nos conhecemos?” Perguntei.
Os olhos dele lembravam-me muito o Arthur, o corpo estava diferente, mas quem sabe o que aconteceu após um ano? Eu sabia que ele havia se recuperado... Quando o menino respondeu qual era o nome dele....
Continua...
ESCRITO POR AMANDA L
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aahh maiis , amando ;)
ResponderExcluirvai no meu bg .
http://imagineluar-rebeldebrasil.blogspot.com.br/
obg .