20 junho 2012

2° Capítulo 'Titanic - O Navio dos Sonhos‏'

2° Capítulo 'Titanic - O Navio dos Sonhos‏'

Pov Arthur-
Depois de ter cuspido naquela moça, que depois de nervosa, simpática, acabou se tornando esnobe, fui para o bar do navio. Lá as músicas eram altas e divertidas, as bebidas fortes, e haviam moças bem abusadas. O que era muito bom, já que sou um pintor, e em Paris onde já estive, comecei um caderno com desenhos de belas moças e prostitutas, que mostravam seus corpos livremente pela arte, ou por mim... (Risos) Bem... Um desenho da loira que havia visto mais cedo, seria perfeito, seu corpo era modelado, seu rosto perfeitamente bonito, porém acho que para poder seu corpo nu, teria ser rico, mesmo bela, creio que ela seja interesseira por si só. 

Depois de passar um bom tempo explorando o navio junto com Gustavo, fui ao convés, onde vi aquela menina que eu cuspira, chorando com uma faca em mãos para cortar os pulsos. 
"Largue isso! O que você vai fazer?" Disse eu tentando tirar a faca de suas mãos sem machucá-la, mas ela pelo contrário, tentava violentamente continuar com a faca. Até que por um acidente, cortou-me o braço.
"Óh, não! Viu o que fez em tentar me ajudar? Essa minha vida miserável!" Dizia ela pegando a faca que havia caído no chão, pronta a cortar o pescoço.

"Espere! Você cortou meu braço, ao menos que não se mate em minha frente." Dizia eu tentando fazer ela parar com está loucura.
"Venha, Arthur" (Como lembra do nome de um indigente como ela me chamou? -risos-) "Vou fazer um curativo em seu braço."

Ela tomou cuidado, primeiro limpou meu braço e fez um curativo. 

"E seu nome? Você sabe o meu, ou os meus no caso... Acho que tenho um novo, 'indigente' !" Dizia eu, irônico.
"Sobre hoje cedo, eu não fiz de propósito, como viu, minha mãe não aparenta ser muito humilde" Dizia ela sorrindo, como era tão linda? "Meu nome é Lua"
"Hum... E as estrelas?" Disse eu, puxa! Que piada velha.
"Eu tenho uma irmã chamada Estrela Blanco, uma Sol e tem a Ana Terra também."
Eu por si só, comecei a rir, mas ela continuava séria.
"É verdade isso?" Olhei-a franzindo a testa.
"Sim, mil perdões pelo corte no braço, obrigado por tentar me ajudar, não sei como agradecer."
"Pois eu sei." Dizia eu sorrindo, vendo seu rosto assustado "Me encontre no convés a noite? Mas dessa vez, sem facas." Disse eu, provocando risadas de nós dois.
"Não sei, minha mã..."
"Você não disse que queria agradecer-me? É isso o que quero, só isso."
"Está bem, mas tenho que ir."
"Te esperarei."

Passou a noite, e fui ansioso. Quando cheguei, vi debruçada, Lua, só a vi de costas. Estava extremamente linda.

"Oi, Lua."
Ela virou a cabeça, mostrando seu sorriso lindo.
"Parece que não sou a única que lembra de nomes."
Eu caminhei até seu lado.
"Não é todo dia que se vê uma moça tão linda. E nem se cospe nela..."
(Risos)
"Você também é muito belo."
Aproximei-me de seu rosto, tirei o cabelo que estava em frente a sua face. Aproximei-me mais.
"Arthur, eu estou noiva! Não seria correto."
"Mas você o ama?" Respondi, calando-a, cheguei mais próximo e esperei sua resposta, que acabou sendo um beijo.

Continua...
Por: Maira Costa
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