
'Não precisava ter vindo mais cedo, Melanie.'
'Odeio quando você me chama de Melanie! Você também poderia não ter vindo aqui tão cedo, mas sempre vem. Você tem que deixar de ser tão certinha, Lu.' -Ela disse puxando uma cadeira e sentando ao meu lado.
'Não dá...' -Disse quase num sussurro.
'Lógico que sim! -Ela disse fazendo carinho em meu rosto, e depois olhando para a tela do computador- Lu... Isso é tão deprimente. Para com isso garota.' -Ela puxou meu rosto, fazendo encarar seus olhos preocupados comigo.
'Se machucou de novo?' -Ela disse apontando para um machucado que eu não conseguira esconder.
'Pois é.'
'Você é muito desastrada! -Melanie deu uma risada fraca- Vem, você tem que se alimentar, está mais que pálida mocinha, a quanto tempo você não come?'
'Bem... Eu comi no intervalo de ontem.' -Dei um sorriso falso, e recebi um olhar desaprovador de Melanie.
'Você comeu um mísero bolinho, porque EU te forcei, e depois disso não comeu nada?' -Melanie ergueu as sobrancelhas para mim, e me puxou dali, me levando ao refeitório. Pegou uma bandeja e se foi, depois de alguns minutos voltou com ela cheia de doces, guloseimas, e alguns legumes e arroz no canto.
'Alguma coisa disso, você tem que comer, Lua Maria Blanco Andrade.' -Me alfinetou me chamando pelo nome completo, peguei uma pequena ervilha, e coloquei-a para dentro da minha boca, então afastei a bandeja de mim, dando um sorriso falso.
'Já comi alguma coisa daí.'
'Lu! Você quer virar anêmica?'
'Mas... Eu não estou com fome!' -Disse abaixando o olhar, eu não tinha fome faz muito tempo, acho que meu estômago já tinha se acostumado a ficar vazio.
'Por favor... -Mel fez biquinho- Por mim?' -Bufei e peguei um dos bolinhos que estava na bandeja, ela sorriu e voltou para cantina para pegar algo para ela. Peguei minha bandeja e caminhei até o banheiro, joguei toda comida no lixo, e cuspi o que havia mordido. Deixei só alguns bolinhos, o legumes e o arroz na bandeja, se tudo sumisse seria muito suspeito. Coloquei em cima da mesa, e fui embora. Sabia que Mel ia demorar séculos para escolher o que queria comer, e até lá, ao chegar na mesa e ver a bandeja, acharia que eu tinha comido. Ela talvez suspeitaria, mas não teria provas o suficiente. Caminhei até a minha sala, e fitei o relógio da parede, 6:20. Faltava pouco para os alunos problemáticos da minha escola entrarem lá, gritando, pulando, correndo. Então o professor bateria na mesa, e diria para começarmos os trabalhos, mandaria os com melhores notas primeiro, tentando adiar o máximo possível a burrice crônica de alguns alunos da minha sala. Por exemplo a de Maker Wash Vidgar (Ou só Maker Wash), Roobertchay Domingues da Rocha Filho (Ou "Chay Suede") e Micael Borges. Eles andavam em grupo, matavam aula, pegavam líderes de torcidas, típicos adolescentes retardados. Lembro do dia em que o professor fez a pergunta mais fácil do mundo "Como se nasce um rio?" Para eles, digo, isso era mais que fácil. O professor só estava testando se eles responderiam, ou fariam graça, pois bem, as respostas foram.
'Você pega a semente de um rio, coloca na terra e com o tempo ela vai crescendo e se tornando um lindo rio.'
'O Riozão se apaixona pela Riazinha, ai eles se casam e tem um lindo rio.'
'Você cava um buraco, ai pega uma mangueira, e começa a encher ele, até o topo, então ele se transforma em um rio.'
A classe inteira (ou quase) começou a rir, deixando o professor furioso, que os expulsou da sala. Eles pouco se importavam, típicos adolescentes retardados. O sinal toca, então os alunos entram em disparada, Melanie entra junto com suas outras amigas, e me fita preocupada, e dá um sorriso. Move os lábios e posso entender que ela disse "Eu estou aqui, se precisar." As vezes eu queria contar para ela, mas não podia, era para o bem do meu pai. Logo depois entra o trio-fantástico, Maker de cavalinho nas costas de Micael, enquanto Chay tentava pular nas costas de Maker. O Prof° Wellington fitava tudo, pegou seu livro e bateu com força na mesa, provocando um estrondo, Micael se atrapalhou, caindo no chão, levando Chay e Maker juntos, que começaram a rir que nem retardados e foram até seu lugares. Chamou os alunos para apresentar os trabalhos, então depois de Melanie contar tudo, e eu entregar a o trabalho escrito ao professor, o explicando enquanto Mel apresentava o que estudou (ou o que eu havia dito a ela) para a turma. Quando acabou, a turma da frente bateu palmas, então Mel fez reverência, fazendo-os rir.
Os outros se apresentaram, até chegar a vez de Maker, Chay e Mica.
'Bem... A primeira guerra mundial...' -Dizia Chay.
'Aconteceu antes da segunda...' -Completou Maker.
'Ah é? E façam uma descrição de como foi.' -Disse o professor, apoiando o rosto na mão, demostrando tédio com a situação. Os meninos se entreolharam e sorriram cúmplices, então começaram a pular e dar cambalhotas, então cada um se escondeu atrás de uma cadeira, porém Micael resolveu usar o professor como um 'Escudo Humano'. E eles só saíam do esconderijo para fingir atirar um nos outros, enquanto faziam "Tatata, tatata!" -Com a boca.
'Granada!' -Maker disse, e fingiu que tinha uma granada em mãos e jogou próximo de Micael, que fingiu voar pelos ares.
'PAREM COM ESSA PALHAÇADA!' -O professor se alterou, fazendo a turma parar de rir, e Maker e Chay irem para suas mesas, enquanto Micael estava deitado no chão.
'Sr. Borges, se levante.'
'Não dá professor -Ele disse sem abrir os olhos- O Maker me matou.'
'Sr. Borges!' -O professor disse, então ele finalmente abriu os olhos e riu, depois se arrastou até perto da mesa de Maker, que se levantou junto com Chay que pegaram Micael pelos braços. Chay fingiu tirar um "rádio" do bolso.
'Um dos nossos está ferido!' -Disse ele levando Micael até a sua mesa, depois voltaram a se sentar, como se nada tive-se acontecido.
O professor fingiu uma tosse, fazendo a turma voltar a olha-lo.
'Bem... Eu não sei porque eu quis ser professor, talvez porque eu não imaginei ter alunos como os tais... -Ele deu uma pausa- Mas terá outro trabalho em grupo. -Os três se olharam cúmplices- MAS, eu escolho quem vai fazer, já que temos engraçadinhos -olhou para eles- E algumas "duplas" que sempre ficam juntas. -Disse olhando para mim e para Mel.
-Começaremos com Sr.Domingues -Disse olhando para ele, que tinha um olhar desafiador para o professor- Com a Srta.Fronckowiak. -Ele disse, então Chay deu um sorriso e uma piscada para Mel, que respondeu mordendo o lábio inferior - Sr. Vidgar... -Ele sabia que Maker odiava esse sobrenome- Com a Srta.Blanco.
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Nossa parece que você estuda comigo, tem idiotas iguais na minha turma.
ResponderExcluiruhahuahs'
ExcluirAi Maah, tô amando, pena que você não vai postar todo dia. :( Mas, tá arrazando!
ResponderExcluirObrigada, obrigada *-*
Excluir'Você pega a semente de um rio, coloca na terra e com o tempo ela vai crescendo e se tornando um lindo rio.'
ResponderExcluir'O Riozão se apaixonada pela Riazinha, ai eles se casam e tem um lindo rio.'
'Você cava um buraco, ai pega uma mangueira, e começa a encher ele, até o topo, então ele se transforma em um rio.' < Já responderam isso na minha sala, eu respondi o do Riozão apaixonado õ/
KKKKKKKKKKKKKKKKKKKKK
ResponderExcluirTô morrendo de rir!!! Muito engraçado "-Não dá professor o Maker me matou! Tô amando, mas cadê o Thur?
:*
Ass.: Anne
Calma pequeninas, o Arthur aparacerá...
Excluirtinha que ter um Maker Wash...shuahsuashuahsau
ResponderExcluirMaker Wash Vidgar! uahsu' Fico imaginando se alguém procurou esse nome no google para saber se ele existe, tomara que sim (:
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