10 maio 2012

Cravo & Canela 20°Capitulo (Utimos Capitulos)

Cravo & Canela 20°Capitulo (Utimos Capitulos)
No dia seguinte ...
A turma de Arthur tinha tido uma aula a menos e por isso já tinha ido embora. A de Lua iria ter todas as aulas, para falta de sorte dela. Perola estava em sua sala, que não era a mesma de Lua e Mel, pensando no que iria acontecer com Lua. Seria doloroso vê-la morrer de tal forma, não poderia deixar, mas e Mel?
 
Perola: Eu preciso ajudá-la. - suspirou - Mas como? - se lembrou de Arthur, tinha vido os dois ficando ontem, concerteza estavam juntos. Mas como encontrá-lo? Oh, sim, Pedro havia lhe dito uma vez que ele morava na favela. - Professor - o chamou e ele se virou para ela - Posso sair da sala? Não estou me sentindo muito bem. - ele assentiu -


Ela arrumou suas coisas e foi embora. Assim que chegou na favela, perguntou por Arthur em uma lojinha e lhe responderam onde ele morava. Ela foi até lá. Bateu duas vezes na porta e ele atendeu.

Arthur: Perola?
Perola: Não fala nada, a coisa é séria, só me ouve. - suspirou - A Melanie tá armando pra Lua, ela vai ...
Arthur: O que? - desesperado - Mas ... e agora?
Perola: E agora, que o jeito é você enrascada ou caso contrário, daqui uma hora ela vai estar mortinha da silva.
Arthur: Mas que droga de trânsito. - bufou -
Perola: Se acalma. - disse buzinando - Vai dar tudo certo, vamos chegar lá a tem. - tentando se auto convencer disto -

Lua copiava umas anotações da lousa. O sinal bateu e ela continuou lá, copiando. Melanie do outro lado da sala sorriu, seria mais fácil do que ela pensava. Levantou-se e despejou, sem que Lua percebesse, um líquido no chão, pra ser mais exata, era gasolina. Pegou um isqueiro no bolso de sua jaqueta de couro branca e a ascendeu, em seguida o jogando no chão. Saiu correndo de lá e parou perto da porta. Olhou pra Lua que ainda copiava concentrada suas anotações.

Melanie: Adeus, Lua Blanco.
 
Quando Lua olhou pra ela já era tarde demais. Melanie já tinha saído e trancado a porta. Sentiu um cheiro de queimado e olhou para o lado. Engoliu seco. Estava presa e com a sala em chamas. Se desesperou.
Do lado de fora da sala, alguns alunos sentiram o cheiro e foram correndo ligar para os bombeiros. Todos ficaram desesperados, sabiam que Lua estava ali dentro, mas não tinham coragem de entrar. Ela chorava desesperada. Estava frita, ou melhor, queimada. Se encolhia em um cantinho, lá no fundo da sala.
Arthur e Perola chegaram depois de cinco minutos, tempo suficiente para Lua desmaiar, ele foi correndo até a sala e quando tentou abri-la, a mesma estava trancada. Todos o miravam anciosos, esperando o que ele iria fazer. Não soube da onde tirou tanta força, mas com três empurrões na porta, a mesma caiu no chão, lhe dando passagem para salvar sua amada. O fogo estava muito forte. Olhou para o cantinho e a viu desmaiada. Correu até lá e a pegou no colo. Deu um beijo na testa suada dela e saiu correndo dali.
Assim que saiu da sala, não ligou para os que o olhavam, somente saiu correndo com Lua. Precisava levá-la a um hospital. Deu sorte, Perola o esperava dentro de seu carro. Entrou com Lua no banco detrás e ela arrancou com o veículo. Ele se segurava para não chorar, mas estava sendo difícil. Muito difícil.
Arthur: COMA? - elevou o tom de voz - O SENHOR TÁ BRINCANDO? - caindo em desespero, chorando muito -

Doutor: Sinto muito, vamos fazer de tudo pra que ela melhore, mas isso não depende de nós. Pacientes em coma podem se recuperar rápido ou não. Depende muito da pessoa. - lamentou - Sinto muito. Quando puder vê-la venho te chamar. - se retirou -

Melaine caminhava despreocupada pela rua pensando em sua popularidade. Um carro em alta velocidade vinha vindo e a acertou em cheio. Não gosto de descrever desgraças, então vou ser bem direta. Ela morreu.
Sophia estava em seu quarto quando seu celular toca.

Soph: Oi Thur. Aconteceu alguma coisa?
Arthur: A Lua entrou em coma. Em coma, Sophia.
Ele mal conseguia falar, só sabia chorar e chorar.
Soph: Como isso aconteceu? - preocupada e já com os olhos marejando -
Arthur contou toda a história pra ela. Tin-tin por tin-tin. Assim que desligou o celular ela foi correndo avisar os pais que entraram em choque e correram pro hospital.

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